sábado, 28 de abril de 2012

Uma conversa telefônica entre duas amigas

Uma amiga em apuros
                                                                 
Domingo, dia propício para um bom descanso....

Laura é acordada com o toque do telefone, olha para o relógio e verifica que é super cedo, 6 horas, estica o braço e atende:
- Alô?
- Meu Deus! Me ajude!
- Quem fala?
- Laura, sou eu Juliana.
- Ju! Está acontecendo alguma coisa? Sua voz está tremula....
- Está acontecendo sim, estou apavorada.
- Respira fundo, se acalme e comece a contar devagar.
- Então, estava dormindo e acordei com a campainha tocando, me levantei e fui para o banheiro, escovei os dentes e quando terminava de lavar o rosto a campainha começou tocar sem parar, ame apressei para atender a porta....
- Ju, por que não atendeu logo na primeira vez que tocou?
- Porque pensei que era o Kadu, filha da vizinha, que adora aprontar.
- Ah tá...Continue que quem está ficando nervosa sou eu!
- Onde parei mesmo?
- Correu atender a porta...
- Isso, quando abri, irritada com a campainha que não parava, nem perguntei quem era....
- E quem era?
- Era uma mulher que nunca vi, estendida no capacho de minha porta.
- E aí? O que você fez?
- E essa campainha que não para de tocar, perco o raciocínio....
- Ju, você tocou na mulher? Olhou se havia alguém por perto?
- Laura , uma pergunta de cada vez, estou confusa....
- Tudo bem, então termine.
- Pensei que ela estava desacordada, me abaixei, mas quando segurei seu pulso, percebi que sua mão estava gelada, larguei tudo, fechei a porta e pensei em ligar para o SAMU; policia; bombeiro; mas o único nº que me veio à mente foi o seu.
- Ju, você deixou a defunta sozinha?
- Laura, desde quando defunto precisa de companhia, eu estou desorientada, apavorada e essa campainha disparada, minha cabeça vai estourar...
- Amiga, liga para a policia, vou tentar encontrar um 'marido de aluguel' para consertar a campainha  e estou indo para sua casa, mantenha-se calma.
- Venha logo, por favor...
- Estou indo tem quase 15 minutos que estamos conversando e a defunta em sua porta sozinha.
Quando cheguei à casa de Juliana, parecia cena de filme, policiais, fotógrafos, IML...Corri os olhos por entre o tumulto e encontrei minha amiga sentada no sofá, quando me aproximei, ela me abraçou  e entre lágrimas disse que a mulher era uma revendedora de cosméticos e que veio a falecer, vitima de um aneurisma cerebral.

E a campainha ainda tocava sem parar...

Por: Regina E.T.C.Campeão

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