domingo, 15 de abril de 2012



Minha  experiência com leitura e escrita
 Começa logo nas séries iniciais quando fui alfabetizado pela cartilha “Sodré”, logo o que vem em minha memória  “A pata nada”, uma associação do som com as letras que nos levavam a memorização. Na época achava o máximo o primeiro contato com o mundo letrado. Aprendi a  ler as  palavras e após algumas frases,  daí segue até o final da 4ª série do Ensino Fundamental tendo sempre professores acadêmicos e tradicionalistas, não era um aluno nota 10 mesmo porque nunca me relacionei bem com o português e todas disciplinas que exigiam interpretação de texto e a reescrita, gostava mesmo do mundo dos números.



Terminado esta fase fui para o ginásio não foi uma experiência muito prazerosa meus  professores  da 5ª a 8ª série e o que eles gostavam mesmo de ensinar era gramática,  tinham uma paixão exagerada pela morfologia, sintaxe etc. Não aprendi quase nada era muito mecânico com listas enorme de exercícios, poucos eram os textos trabalhados e a chamadas técnicas de redação eles não faziam muita questão acho que no transcorrer de um ano letivo geralmente davam umas duas  produções de texto no máximo uma depois das férias de janeiro e outra depois de terminado o recesso em julho e a devolutiva não era muito boa apenas corrigiam erros ortográficos e pediam para passar a limpo novamente no caderno. Terminado o Ensino Fundamental mudei de escola, para puder cursar o Ensino Médio.  Ao chegar na outra unidade fiquei pasma era uma escola pequena apenas com 3 salas de aulas de colegial ( ensino médio), uma de cada série com 35 alunos matriculados no máximo em cada uma das séries, naquela época a escola não era para todos funcionava apenas no período da manhã, não havia período noturno em funcionamento foi uma surpresa, pois caso tivesse que estudar e trabalhar não saberia como lidar com a situação. Porém foi lá que foi amadurecendo a opção em ser professora de matemática ao contrário dos outros professores, agora no ensino médio era um professor que não exagerava na gramática e sim aprofundava na literatura e nas produções de texto, mas foi com o professor de matemática que senti segura do que queria, suas aulas bem preparadas e dinâmicas facilitava o entendimento sempre dedicado buscava aproximar a vida cotidiana de seus alunos da realidade escolar, os exemplos que utilizava  para estabelecer uma relação com o conteúdo estudado não era abstrato e sim concreto o que colaborou muito em meus estudos, daí não tive mais dúvida quanto a profissão que escolheria futuramente, isto é, seria professora de matemática,
lembrando  que, todo meu percurso escolar foi em escola pública.
Em 1.978 até 1.981 curso matemática no IBLCE (UNESP) foram 4 anos árduos de muitos estudos e perseverança. Lembro-me da primeira vez  que entrei numa sala de aula era uma 5º série, ministrando Ciências matéria correlata inserida na graduação do Curso de Exatas, a experiência gratificante e ao mesmo tempo significante. No entanto nos últimos 24 anos de magistério a dedicação exclusiva lecionando matemática tanto no ensino fundamental quanto no médio. Durante o tempo que cursei Exatas  aquelas práticas metodológicas e didáticas dos professores que tive durante o curso não aplicava-se a realidade da sala de aula fato que fui observando com as experiências em sala de aula e assim tive que abandoná-las e comecei da estaca zero. Todos estes anos dediquei ao  trabalho com atividades contextualizada e diversificadas utilizando várias demonstrações de fórmulas relacionadas ao contexto do aluno para que o mesmo possa usá-las em seu dia-a-dia. Com a implementação do Currículo Oficial de Matemática pela SEE/SP, consegui perceber a importância de trabalhar com  resolução de problemas e interpretação e formulação de situações de aprendizagem  , explorando diversas estratégia. Conscientizei que a leitura e escrita permeia por todas as disciplinas é através da competência leitora e escritora  que nos formamos e crescemos sendo capazes de nos posicionar e argumentar em relação a qualquer assunto, embora esta não seja uma realidade na rede, pois muitos docentes de matemática ainda insiste em não deixar e dar a voz de participação de  nossos alunos para que os mesmos possam mostrar suas estratégia de resolução de como eles conseguiram chegar até o resultado esperado,  mesmo porque é mais difícil trabalhar com os erros e acertos. Bom o que eu tinha para dizer sobre minhas experiências em termos de leitura e escrita eram estas espero ter colaborado.
Abraços!

Publicado por Clarice Pereira

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